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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ó noite...



Ó noite das feras
das aves nocturnas
dos silêncios propagados
por entre o limiar
ardente do silêncio

Ó noite...
deixa-me entrar em ti
quero ser noite
e silêncio
quero ter as feras, as aves
e o silêncio
para mim...


Quero anular-me
envolver-me
no manto escuro
adormecer
nos teus braços gelados
e desafiar o medo...


Sentir
que sou e não sou
que tenho armas
e não tenho
que tenho ser
e não tenho poder...

Um comentário:

Sei que existes disse...

Poema bem profundo e sensivel!
Beijo grande