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quinta-feira, 31 de março de 2011

Mulher...


Cristal pequenino,

frágil
que te partes
e repartes
e em ti permanece a força de ser
Mulher,
Mãe,
Esposa,
Trabalhadora…
e ainda
tens tempo
para sonhar,
para colorir o mundo
para o transformares
num jardim florido,

onde semeias sorrisos!
E esqueceste de ti…
tantas, tantas vezes
e continuas,
Sempre com a mesma força!
És silêncio,
Lágrima
Dor
e sorriso…
Mulher,
Cristal pequenino,
mas…
Rocha firme
Porto de abrigo
Casa, onde sempre há
Afecto para mais um,
e outro e outro…
Olhas o mundo
com os olhos da ternura
com os olhos de mulher…
Cristal pequenino,
Mas guerreira,
Lutadora…
E a tua luta não tem fim…
A tua arma…
O Amor,
e o teu coração não se cansa…
de amar
de ser …

MULHER!


Foto - Desconheço autor

quarta-feira, 23 de março de 2011

Calmaria...


Já não há senão
calmaria,
paz e serenidade,
perpetuada
nas águas quase quietas
daquele rio,
onde os pedaços de silêncio
caem sorrateiramente,
deslizam por entre a natureza,
e se fazem vida,
e luz
para mim.

Entram em mim
e aí permanecem,
transformando-me,
apaziguando-me,
enquanto eu,
serena,
vou passeando
em surdina
pela ponte,
para escutar e viver,
os pedaços da calmaria,
feita silêncio e paz...





Foto - Rosa Barriga

segunda-feira, 21 de março de 2011

Na areia...

Deixei de escrever
já não tenho papel
onde caibam as palavras.

Agora
escrevo na areia,
palavras,
sentimentos,
dores e
alegrias,
alinhadas ou
desalinhadas,
pouco importa,
escrevo-as, mas 
na areia
que o mar vem beijar
e levar
para longe
e um dia trazer para perto
ou não.

Palavras que se vão
e não voltam
e se voltarem
hão-de vir transformadas,
iluminadas
pelo meu mar de marfim,
de azuis etéreos
que me farão sonhar
e acreditar...



Foto - Vera

terça-feira, 15 de março de 2011

A leveza...


Adornaste os caminhos
para eu passar,
serpenteaste-os
com as cores do amor,
e da paz,
e eu
passei,
segura de mim
deixando-me inundar
por esse caminho
sentido em mim
a leveza
do amor e da paz
entrelaçados
nas pétalas
que perfumavam a minha'alma...





Foto - Desconheço Autor

segunda-feira, 14 de março de 2011

Imperadora...


Agora eu sou

imperadora
da minha vontade,
dos meus sentidos,
da minha liberdade.


Sou eu que dito as leis.
Sou eu,
porque sim,
porque quero!


Já não consegues tocar
a minha alma,
e ao meu coração
já lhe curei as feridas…

 
Continuas por aí,
a rondar os caminhos,
mas, agora
estão vedados.


Já não podes trepar os muros
do meu castelo,
a ponte levadiça
não mais se estende para ti.

Eu sou a imperadora,
do meu reino,
e não te quero
como vassalo…


Foto - Desconheço Autor

terça-feira, 8 de março de 2011

Passos...


Decidi um dia,
mudar os meus passos
passos diferentes,
por onde passasse,
deixaria 
um pouco de mim,
nem que para isso 
tivesse que dar
voltas 
e mais voltas...


Voltas de encontro,
e desencontro,
voltas 
sempre novas
nos novos passos
que ninguém entende.
Passos lentos e 
silenciosos,
que vão marcando 
o caminho,
outrora gasto
e agora novo...



Foto - Desconheço autor

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sem máscara...




Não posso
colocar algo,
que deturpará
a visão,
que alterará
o sentido de mim,
do mais profundo de mim.


Não!
Recuso-me,
Não ponho a máscara,
jamais poderás ver-me
falseada,
sendo o que não sou.


Só poderás ver-me,
na simplicidade 
de mim,
naquilo
que sou
e que sinto em mim
e para além de mim
mas sempre,
sem máscara... 




Foto - Desconheço autor

sexta-feira, 4 de março de 2011

Branco...


Branco,
que te encostas a mim,
suavemente,
perfumas a minh'alma
e me apaziguas.


Branco,
que te pressinto
nos sentimentos puros
lavados e regados
pelo Branco




Branco,
que me falas,
de coração sossegado,
que perpétuas em mim
a doçura
das manhãs brancas,
orvalhadas
e cheias de beleza,
de Branco...


Foto de - Luís Cezar Salama

Abrigo...

Sempre haverá um abrigo,
não importa onde,
aí poderei repousar
a minh’alma.

Um abrigo,
De verdes campos,
de silêncios profundos,
de cascatas que fazem música.

Sempre haverá um abrigo,
para me acolher,
quando eu já não tiver forças
e quiser desistir, ou
para partilhar
a minha alegria,
quando eu, criança
saltar pelos campos
rolar pela erva,
e cantar
melodias de silêncio,
acompanhadas
pelo canto das aves,
que livres vão voando
nas manhãs
junto ao abrigo…


Foto de - José Silva Casal

quinta-feira, 3 de março de 2011

A criança...

A criança
ainda não partiu.
Ela continua a correr
nos corredores,
a pintar as paredes,
a rir e a chorar
com a mesma intensidade.

A criança veio
para ficar.
Agarra-se á vida
afincadamente,
teme
que não a queiram.

Por isso,
pela criança
que habita
o meu coração,
continuo
a rir e a chorar
corro e salto,
amuo
e fico feliz
quase ao mesmo tempo
e sinto
que o meu coração
é dessa criança,
que fui,
e que sou... 

quarta-feira, 2 de março de 2011

O lago...


O lago ainda existe,
fui espreita-lo
por entre a neblina
dos dias.

As árvores milenares
contavam-me 
os nossos segredos
agora envelhecidos,
esquecidos,
perdidos
no tempo.

E eu, 
por entre a neblina,
senti que o lago
era meu,
mas não os segredos,
que já esquecidos
me levaram para longe...

Foto - Desconheço autor