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domingo, 23 de setembro de 2007

Quero!

Quero
Chorar a dor que sinto
Que o meu pranto se misture
Com o meu mar
para que parta como as ondas
Que as fragas estremeçam
Com o meu soluço
Deixa-me chorar
Até que não tenha mais lágrimas
Quero esvaziar-me de tudo

Ampara as minhas lágrimas
Porque o meu coração
Já não o encontrarás
Partiu-se
E partiu em busca
De paz...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Desenhei o silêncio...


Escuta o silêncio
Que desenhei
Para ti

Acalmei o mar
Para te embalar
a brisa para te beijar
E o sol para iluminar
Num sussurro intemporal

Rasguei o tempo
Em silêncio
Para que o silêncio
Se faça
Para escutares
A melodia
Ininterrupta
Que povoa este silêncio
Que desenhei para ti!

sábado, 15 de setembro de 2007

Simplemente água...

Quero escrever o teu nome na água
quero que ele fique gravado
na água que irá para onde tiver que ir
nada a deterá
e existirá para todo o sempre
gravado pelo meu punho

Caminhará por rios
cruzará oceanos
evaporará e retornará
a ser água
simplemente água
umas vezes fim
e outras princípio
e continuará a existir
um dia,
todos os dias
marcando o dia
em que um dia
eu escrevi
simplemente na água.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Na noite...



Sinto estilhaçar os meus pensamentos
No grito gélido que fere o silêncio
Pego neles
Escondo-os entre os meus dedos
Não quero que o mundo os veja
Nem eu os quero ver
Mas...
Sinto-os escaparem-se
Deslizarem
Como se quisessem ganhar forma
E faz-se luz
Uma luz que fere
Que gela
Que magoa...
Mas ainda assim...
Luz...
Que ilumina
A noite gelada dos meus pensamentos...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O teu silêncio...

Quero ser o teu silêncio
na quietude da tua mágoa
quero abraçar essa dor
que é tua,
do teu silêncio
e agora minha
porque eu
quero ser o teu silêncio
deixa-me chorar contigo
deixa que todo o tempo
se consuma no tempo
e que toda a mágoa
se transforme em luz
e eu
serei o teu silêncio
que fica para além das palavras
quando as palavras
se gastaram
se perpetuaram
na memória
que fica
que resta
quando a flor
ao entardecer
solta uma lágrima
que ninguém vê
e a terra ampara...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Aprisionada...

Sei...
que o que me prende
Me libertará
Passos errantes
De um estado
Aprisionado
pelas cordas da loucura


Quando o mundo gira
E eu fico quieta
Prisioneira
De mim
Esperando
Na quietude
No silêncio que escorre
Que se propaga
Nas planícies invisíveis
Que se desprendem


Enquanto
o mundo avança
Sem mim

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O Tempo...



Reinventei o tempo
Desenho-o
No atelier da minha alma
Esse tempo perdurará
Ainda que o tempo se acabe
E não haja mais tempo
Ficará
Como uma obra prima


O tempo
Que quero parado, quieto
Deixando-se moldar,
Corto os ponteiros do relógio
Para que siga quieto, parado
Enquanto eu vou desenhando o tempo


O tempo de mergulhar em mim
Para ouvir as palavras
Que continuam vivas
Que transbordam do tempo
Quando o tempo já não existe
E vou desenhando o tempo
Povoado de um som único
E inalterável
Que se esbate, que se aperfeiçoa
Á medida que o tempo é desenhado
E enche o atelier da minha alma
Quando me envolve nessa grandeza de ser
Tempo...
Que foi,
Que fica
E que perdura.

Fotos - retiradas da net (montagem)

domingo, 2 de setembro de 2007

Fui indicada



É com enorme prazer que comunico a todos vós que um poema deste blog - No Dia em que eu partir ... - foi juntamente com outros 29 poemas, indicado como "concorrente inaugural" ao PRÉMIO CANETA DE OURO - POESIA IN BLOG 2007 - 1ª Edição


Coube-me fazer cinco escolhas, o que não foi nada fácil...e as minhas escolhas são:
- Recanto da Alma - Laços e pedaços
- Fundamentalidades - A justificação mais fácil de dar...porque sim!
- Nimby Polis - Amar é ... - 28.06.2007
- Netmito - Mar Ardente
- o meu cantinho... poético - A estrela

Fui indicada para o - PRÉMIO CANETA DE OURO - POESIAS IN BLOG 2007 - , idealizado por André L.Soares e Rita Costa.

Para conhecer as regras deste evento, clika AQUI.


Participa e divulga!