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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Olhar...

Olha-me nos olhos
bem fundo
como se o mundo estivesse aí
fita-me em mim
mas, para além de mim
deixa-me deambular
entre mim
e o teu olhar
quando tu me encontras
e eu me perco
na verdade do teu olhar...

Luar...

Procuro as memórias
rasgadas em noites de luar
trespassadas pelo tempo
quando o tempo
se desprendida devagarinho
sem pressa,
sem alvoroço...
E vinha
furtando o riso e a lágrima
em silêncio...
E eu
vou
procurando as memórias
equilibrando-me em mim...
Das memórias faço castelos
ergo sonhos
e rasgo as desilusões
em mil pedaços
ao luar dos meus pensamentos
quando o silêncio volta
e vai percorrendo as memórias
e a mim
que já não sou delas...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Eu espero...



Queres dar-me a lua,
mas
vou ter quer esperar
disseste,
porque queres dar-me
a lua inteira
e não apenas uma parte,
eu espero...
A lua iluminará
o meu sonho
e ele brilhará
nas tuas mãos
feito pedaços
de mim
que vão e vêm
como a lua
ora inteira
ora em partes
umas vezes tua
e outras minha...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Menino...

Menino,
vejo-te correr
entre o nascer
e por do sol...
Vejo-te sorrir
no sorriso que abraça
o mundo...
E pintar cada manhã
com as cores
da vida, do amor!

Menino,
continua a correr,
a viver
a sorrir
a amar
e a brilhar,
entre o nascer
e o pôr do sol!

Avanço...



Ensaio os passos
a medo
e tremo
em baixo não há rede
e arrisco
e mais um passo
e outro
descalça...
Mas arrisco
sigo em frente
olho em frente
e não para baixo
abro os braços
por entre os passos
arriscados
inseguros
mas meus...
O dificil não é o caminho
mas o começar
sou forte
e vou
arriscando os meus passos
ferindo os meus pés
mas avanço
confiante no meu olhar
seguro
para confundir os meus passos
inseguros...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Baú das memórias...

Em bicos de pés
ensaio os movimentos,
que me farão
erguer as memórias
entre laivos de felicidade,
quando elas
ficaram esquecidas
amareladas
guardadas
no báu das memórias...

E...Abro
deixo sair o pó
e aí estão elas
intactas
como se o tempo
não tivesse passado,
são memórias
pesadas,
leves,
coloridas,
a preto e branco...
Há de tudo
no báu das memórias
que guardo
no recôndido
esquecido de mim...
E, vejo-me
revejo-me
solto-as
e solto-me
e deixo-me ir
com elas
solta e liberta
ensaiando os passos
que me as farão reviver...

Escultura inacabada II...

Disseste que não deixarias
as minhas mãos sozinhas,
que seria
a escultura que os dois
Iniciámos de mão dada…

Mas, hoje,
Tento pegar no cinzel
e falta-me a força,
O calor das tuas mãos…

E a nossa escultura
que já tem rosto
às vezes chora
e eu choro com ela
Nos pedacinhos do tempo
quando o tempo se acabou
E o tesouro se perdeu…

Porque as tuas mãos
ficaram presas
nos labiritos da vida
e não encontram
O caminho
Que as fará voltar…

Lá longe...

Lá longe
Onde há plantados riachos
E as flores crescem de madrugada,
A lua e o sol caminham juntos
E as estrelas adornam os caminhos...

Lá longe
Onde a lágrima e o riso se misturam
Se fundem e formam um só
Onde as mãos ternas e doces
Apenas acariciam...

Lá longe
Onde os pássaros cantam
Melodias infinitas
Sem cessar
E os sentimentos límpidos
Transparecem
No raio de sol de cada dia...

Lá longe
e tão perto de mim...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Perdi-me...

Não encontro o caminho
que me fará voltar
perdi o norte e o sul
e do nascente ou poente
apenas breves memórias
que vão ficando ancoradas
á beira do caminho
que não encontro...

Apenas vejo a luz
aquela que me invadiu
e que extravasa de mim
sem que eu entenda
sem que eu decida...

Perdi-me
e ainda assim,
rodopio em mim,
descalça no caminho,
sem norte
sem sul
apenas luz
que me inunda
me avassala
e deixo-me ir...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Deixei nas tuas mãos...



Amor, é saber-te presente
Ouvir as tuas lágrimas
E ver os teus sorrisos.
Desejar-te em cada manhã
A beleza de mais um dia!
Amor é ficar aqui
E sentir o teu perfume
Que perdura no tempo
E no espaço.
Amor é saber
Que um pedacinho de mim
Está no teu coração
E isso basta!
Amor é sentirmos saudades
Pintarmos o mundo,
Desenharmos a liberdade
E caminharmos juntos
Sem distâncias,
Sem espaços,
Sem tempos!
Por isso...
amo-te
Na ternura de menino!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Encanta-me...


Encanta-me
deslumbra-me
nos sorriso prateados
nos silêncios azuis
das planicies de mim
quando te oiço
a ti...
Depois adormece-me
como se o tempo
tivesse findado
e eu partido
nas clareiras
das noites de marfim...