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quinta-feira, 5 de julho de 2007

Mendiga...

Sou mendiga de mim
E vagueio, vagueio
Até ao fundo
De mim..
Às vezes mergulho no mar
E mendigo-lhe
A água
Que não posso beber…

E vagueio,
vagueio
Nas bermas
da minha vida
Durmo no chão
Do meu pensamento
E acordo no alto
da minha alma
E vagueio
E mendigo...

Vagueio
á procura de mim
E perco-me e encontro-me em mim

6 comentários:

o alquimista disse...

Vagueias num mar de contradições, o teu canto de sereia percorre a maresia suspensa numa bruma que teima em não deixar-te ver...No resto do vago de cada dia és pássaro que percorre a ilha...quem és que as tuas palavras me são tão familiares?...


Doce beijo

Marili Alves disse...

Achei ótimo todos os textos!!!

Excelente fim de semana!!

Fallen Angel disse...

Estendo uma mão á mendiga. Apetece-me vaguear.

s.p. disse...

silêncio...tu não vagueias...tu já te encontras-te...lindo...

Som Do Silêncio disse...

Poema de contadições e de muitas acções...

Mas quem nunca se perdeu dentro de si próprio?

Um Beijo em Silêncio

Alexandre disse...

«Durmo no chão
Do meu pensamento
E acordo no alto
da minha alma»

Só os iluminados poderiam escrever algo semelhante... és iluminada, estás cheia de LUZ!!!