sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pinto-me...


Sou de todas as cores,
daquelas que passam 
pelo meu coração
pelo meu sentir
pelo meu ser...

Pinto-me de todas as cores
que sobre o azul
prateiam o meu sentir,
delimitam
o meu querer
e me trazem de volta
nas cores 
do querer
do ser
e do sentir...


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sou eu...



Agora sou eu que imponho
o ritmo
e não tu
Danço descalça
porque 
sou eu que domino
Sou eu que mando
nesta dança...

A música silenciosa
vai marcando o compasso
e eu danço,
cabe-me a mim decidir
cada passo
cada ritmo
cada movimento
exterior 
ou interior
sou dona de mim
e dos meus passos...

terça-feira, 29 de junho de 2010

o mundo...


O mundo gira
e eu não paro
o mundo avança e eu vou
o mundo é silêncio
e eu de silencio me visto...

O mundo grita
e eu choro em surdina
querendo o silêncio de volta

O mundo equilibra-se
e eu desequilibro-me
em mim
para acompanhar 
o mundo...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Na noite...

Era noite...
porque é na noite
que tudo se cala,
é na noite
que me oiço
em surdina
sem tempo medido
sem tempo esperado
na noite tudo se cala
brilham as estrelas
que iluminam os pensamentos
e reflectem os sentimentos
é na noite que paro
que fico quieta,
prostrada por terra
sentindo
o cheiro das estrelas
e escutando
 o som do silêncio...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Chove...

Chove...
Chove como nunca choveu antes,
chove deliciosamente...
uma chuva quente, suave
apaziguadora,
deslumbrante
que me leva...


Chove em mim,
chove no mais profundo de mim
e eu sorrio
e deixo-me molhar
sem pressa
sem medo
e chove...

terça-feira, 22 de junho de 2010

A harpa...



Ensinaste-me a tocar harpa
e eu aprendi,
disseste-me
que bastava deixar 
a harpa embalar
os meus sentimentos...

Que fechasse 
os olhos
e me deixasse ir...

A harpa
guiaria-me
por caminhos desconhecidos
em mim...

Deixei os meus dedos 
flutuarem
os meus sentimentos
fluírem
e
escutei a melodia
dos sentimentos
que pairavam em mim...






sábado, 19 de junho de 2010

Só...

Não me sinto só
mas quero estar só,
só,
de mim para mim
sem um rasto 
de som por perto
que perturbe 
o deambular secreto 
da minha alma...
que se entrelaça no silêncio,
e do silencio
faz o som que quero ouvir
que quero escutar 
quando estou só
mas não sozinha...