Disseste que não deixarias
as minhas mãos sozinhas,
que seria
a escultura que os dois
Iniciámos de mão dada…
Mas, hoje,
Tento pegar no cinzel
e falta-me a força,
O calor das tuas mãos…
E a nossa escultura
que já tem rosto
às vezes chora
e eu choro com ela
Nos pedacinhos do tempo
quando o tempo se acabou
E o tesouro se perdeu…
Porque as tuas mãos
ficaram presas
nos labiritos da vida
e não encontram
O caminho
Que as fará voltar…
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