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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Do medo...

O medo escorria
entre cada pedaço de mim,
alterava o meu ser
anulava-o
transformava-o,
as vozes gritavam em surdina
num balbuciar que me atormentava
e eu ficava parada,
quieta
em mim
deixando o medo invadir-me
sentia-o cortar a minha alma,
invadir todos os meus poros
alastrar por entre os meus pensamentos...
mas...
chegaste...
nas palavras trazias a luz
para eu ver
calaste as vozes,
para que te ouvisse
sacudiste o meu ser
e eu...deixei
e...parti...
sem medo...
nas asas da liberdade...

4 comentários:

Paulo Sempre disse...

(...)alterava o meu ser
anulava-o(..)

Então já não era um mero medo. Talvez pânico...
Beijo

Nilson Barcelli disse...

Gosto da tua loucura (poética).
E o medo, quando vencido, produz resultados benéficos.
Como no teu belíssimo poema.
Continuas a escrever maravilhosamente bem.

Beijinhos.

Sei que existes disse...

Excelente escrita!
Beijocas grandes

delusions disse...

e assim aprende-se a voar!



Bjinho*
Sofia